A Prefeitura de Várzea Grande conheceu ontem o método de reciclagem de pavimento, que entre outras vantagens, otimiza o tempo de realização da obra e minimiza os impactos ao meio ambiente. O sistema, relativamente novo no Brasil, foi apresentado ontem por um consórcio formado por empresas italianas e brasileiras a CMR Edile s.p.a, Letteraventidue e a Concremax.

Especialista em reciclagem, o engenheiro italiano Enrico Cattini explica que a nova tecnologia faz a reciclagem total da pavimentação. Entre os principais benefícios, ele aponta a qualidade e durabilidade da malha viária. “A durabilidade medida no local de acordo com tráfego de veículos é de 20 anos”, afiançou. No sistema tradicional, a durabilidade de uma pavimentação é de dois a três anos em média.

O local a que o engenheiro se refere trata-se da Alameda Amália Curvo de Campos, localizada no bairro Ponte Nova, atrás da Loja Havan. Um trecho de 1,3 quilômetro será reconstruído pela recicladora de asfalto, de marca americana. Em síntese, a máquina reaproveita o material do asfalto antigo na recuperação da nova estrutura, mais uniforme e mais resistente do que o pavimento original. “As vantagens ambientais são enormes”, frisa. Uma demanda real por conta dos recursos naturais cada vez mais escassos.

Da Letteraventidue, o arquiteto Mauricio Roque garante que o serviço ao longo da alameda não terá nenhum custo à administração municipal. Após, as empresas pretendem participar de licitação para levar a tecnologia em pavimentos para outras ruas da cidade.

Conforme Cattini, todas as camadas são recicladas com cal e cimento. Após é colocada uma camada de asfalto de três centímetros e feita a impermeabilização. No total, a camada asfáltica atinge 28 cm de espessura.

Os custos são equivalentes ao sistema tradicional. Porém, a nova técnica ganha ainda pela facilidade e rapidez de execução. “O valor por metro quadrado depende de fatores como a espessura do asfalto, o trafego e o tempo de duração”, informou. Também não há descarte de material.

Na Itália, a nova tecnologia é muito usada em ruas urbanas e rodovias. Por lá, as camadas de espessuras chegam a 30cm.

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Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).