A turbina voará a cerca de mil pés de altura. Foto: Divulgação

A turbina voará a cerca de mil pés de altura. Foto: Divulgação

Redação CicloVivo

A indústria eólica tem feito grandes progressos em termos de tecnologia para aumentar a eficiência na produção energética. Um dos exemplos dessa evolução é o sistema BAT – Buoyant Airborne Turbine, uma espécie de turbina flutuante, mais parecida com um enorme balão de gás hélio.

A tecnologia deve ser instalada no Alasca e voará a cerca de mil pés de altura. Cada um dos “balões” será capaz de produzir energia suficiente para abastecer até doze casas. As turbinas eólicas mais antigas, produzidas há seis anos, chegam a somente 200 pés de altura, por exemplo. Esse grande alcance da BAT permite o maior aproveitamento, ao mesmo tempo em que reduz os custos do sistema.

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A empresa responsável pelo projeto é a norte-americana Altaeros. Conforme informado pela companhia ao The New York Times, a escolha pelo estado no extremo norte do planeta tem duplo propósito: baratear a energia local e aumentar a produção de energia limpa em uma região em que o diesel é uma das fontes mais comuns.

Inspirada na tecnologia de balões usados para vigilância, monitoramento e transmissão das condições meteorológicas, o sistema é capaz de alterar e alinhar a turbina de acordo com o vento. Essa opção maximiza o aproveitamento da força eólica e, consequentemente, eleva a produção energética. A estimativa da empresa é de que o sistema seja até três vezes mais eficientes que as turbinas fixas, convencionais.

Os criadores pretendem levar a tecnologia a diversas áreas que carecem de eletricidade ou em locais em que a energia ainda é muito cara ou proveniente de combustíveis fósseis.