Dos 46 projetos de MDL brasileiros relacionados a resíduos sólidos registrados na ONU, 33 estão localizados no Sudeste do país, cujo potencial energético pode atingir, até 2039, 170 MW, o suficiente para abastecer a cidade de São Bernardo do Campo, que tem pouco mais 750 mil habitantes.

De acordo com o estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançado em março, as regiões Nordeste, Sul e Norte possuem 7, 4 e 2 projetos respectivamente, enquanto o Centro-Oeste não dispõe de nenhum atualmente. O potencial de geração de energia e percentual de emissão de GEE em cada uma dessas regiões, respectivamente, é o : Nordeste, 49 MW e 18%; Sul, 23 MW e 8%; Centro-Oeste, 22 MW e 8%; e Norte, 18 MW e 6%.

“Trata-se de um estudo inédito e bastante atrativo, pois permite mensurar não apenas as emissões específicas da destinação de resíduos no Brasil, como também o potencial energético dessas unidades, demonstrando a plena capacidade do país desenvolver projetos nesse sentido que, além de mitigar as emissões de GEE, contribuirão, de alguma forma, com a ampliação do mix energético no país”, conclui o Diretor Executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Para realizar a estimativa de biogás nos diferentes locais de destinação final de resíduos e regiões do Brasil, a Abrelpe contratou a consultoria especializada MGM Innova, que aplicou o método do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change ou, em português, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), utilizando como base os dados do setor de resíduos sólidos publicados no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil.

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Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).