O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em evento que antecedeu em Mônaco nesta quarta-feira (Foto: Valery Hache/AFP)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em evento que antecedeu em Mônaco nesta quarta-feira (Foto: Valery Hache/AFP)

Ban Ki-moon disse que será tarde demais se nada for feito até 2015. Data é limite para criar acordo global que reduza emissão de gases-estufa.

Redação G1-Natureza

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou nesta quarta-feira (3) em Mônaco que será “tarde demais” para salvar o meio ambiente, se não forem adotadas medidas vinculantes até 2015 para o clima.

“As palavras não foram seguidas por ações. Logo será tarde demais. Nossos padrões de consumo são incompatíveis com a saúde do planeta”, indicou Ban Ki-moon, diante de uma plateia de personalidades. “Devemos agir agora, se quisermos que em 2050 o planeta continue a ser habitável para os seus nove bilhões de pessoas”, argumentou.

Ele se refere à criação de um novo tratado (ou protocolo) previsto para ser assinado em 2015 e entrar em vigor a partir de 2020, quando o Protocolo de Kyoto perder sua validade. Assim, todos países pretendem terão que cumprir metas para reduzir os gases de efeito estufa e conter a elevação da temperatura do planeta.

Dos noventa objetivos adotados pela comunidade internacional relacionados a questões ambientais nos últimos 20 anos, apenas quatro registraram progressos significativos, lamentou o secretário das Nações Unidas.

Problemas ambientais
Segundo a agência de notícias France Presse, ele destacou como problemas atuais a diminuição da biodiversidade, a redução dos recursos pesqueiros, a maior acidez dos oceanos e o aumento das emissões de gases do efeito estufa. “Temos que acelerar nossa dinâmica. Precisamos desenvolver o que estamos testando em tubos de ensaio há 40 anos. Para isso, devemos adotar medidas de incentivos eficazes, e principalmente colocar um preço sobre as emissões de carbono”, declarou.

“Também devemos adotar, até 2015, um instrumento universal e jurídico vinculante relativo ao clima, de modo que todos os países adotem medidas adicionais para reduzir os efeitos da mudança climática”, instou o secretário-geral das Nações Unidas.

Homenagens em Mônaco
Ban também prestou homenagem à Fundação Prince Albert II de Mônaco, que “é respeitada em todo o mundo pelo trabalho que faz nas áreas da biodiversidade, da água e na luta contra as mudanças climáticas”.

“No momento em que a terra e os oceanos sofrem pressões sem precedentes, em particular devido ao crescimento da população global e às mudanças climáticas, é nossa responsabilidade agir de forma decisiva para preparar para o futuro”, declarou por sua vez o príncipe Albert de Mônaco.

Para o pequeno principado, a visita oficial de Ban Ki-moon marca o 20º aniversário da entrada do Mônaco na Organização das Nações Unidas, em 28 de maio de 1993. “Eu lembro com carinho o orgulho que ele sentiu por esse reconhecimento”, disse o soberano em referência a seu pai, o príncipe Rainier III.

Ban Ki-moon, que iniciou nesta semana um giro europeu com uma visita aos pequenos principados de San Marino e Andorra, também visitará a Espanha e a Holanda. Ele se reunirá na quinta-feira (4) em Mônaco com o chefe de governo.

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