REDAÇÃO ECOPENSAR

O Brasil é o 4º país no ranking de construção sustentável. Foto: Ilustração

O Brasil é o 4º país no ranking de construção sustentável. Foto: Ilustração

Na hora de comprar o material para uma construção, a maioria das pessoas opta pela economia, escolhendo produtos de menor custo. Porém, nesse momento, vale a pena avaliar a qualidade de cada material – e seus prejuízos ou benefícios para o planeta.

Um fator decisivo para a obtenção do selo é justamente a escolha de materiais para a obra. Também é preciso ficar atento às novidades. Cada vez mais surgem linhas de produtos sustentáveis e a internet é uma ótima ferramenta para essas descobertas.

Por outro lado, existem os materiais a serem banidos de uma vez por todas das construções, como a telha de amianto, cuja utilização é proibida por lei na maioria dos estados do Brasil, devido à sua toxicidade para o ambiente e para a saúde. Outro exemplo é o PVC, que em combustão libera para a atmosfera gases como as dioxinas, altamente cancerígenas.

Mesmo que sua obra não esteja em busca de uma certificação; as dicas a seguir podem tornar sua construção mais sustentável.

Dica 1 – Escolha materiais com conteúdos reciclados
A fabricação de materiais que contém matéria prima reciclada poupa recursos naturais e diminui o consumo de combustíveis e energia, além de o processo de reciclagem ser um destino ambientalmente adequado para resíduos sólidos, o que evita poluição. Um exemplo de material reciclado disponível no mercado é a madeira plástica, que possui conteúdos de plástico reciclado e resíduos de madeiras.
Existe também a brita reciclada, ou seja, proveniente de britagem de entulho da construção, que pode ser feita na própria obra e utilizada para fins não estruturais.

Dica 2 – Procure materiais de origem regional ou local
No momento de escolher os materiais, analise qual é a origem, ou seja, onde foi produzido. Consumir materiais de origem regional reduz impactos com o transporte e armazenamento da matéria prima. Por isso, dê preferência aos materiais produzidos mais próximos do local da obra.
Muitas vezes, não é possível adquirir todos os materiais necessários para a obra na região, mas no mínimo 20% de todo o consumo da obra deve ser de procedência regional.

Dica 3 – Utilize somente madeiras certificadas e de reflorestamento
No momento de comprar materiais de origem florestal, verifique se a madeira é legal, ou seja, se tem a documentação que comprova sua origem, que é o chamado DOF – Documento de Origem Florestal, para madeiras nativas, e o Certificado de Reposição Florestal, no caso de madeiras exóticas. É importante verificar se possui o selo FSC – Forest Stewardchip Council (Conselho de Manejo Florestal).
O selo FSC garante que a madeira foi manejada de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável. No processo de certificação, é rastreada toda a cadeia de custódia, ou seja, o ciclo de vida da madeira, para garantir que foram cumpridas as regras do Manejo Florestal e que a madeira não vem de um desmatamento ilegal.

Dica 4 – Escolha pisos permeáveis
O piso externo é um dos fatores importantes para uma construção sustentável. Opte por aqueles que favoreçam a infiltração da água no solo. A excessiva impermeabilização causa impactos para as redes de drenagem urbanas e para os cursos de água nas cidades, além de transtornos comuns como enchentes.
Pisos drenantes ou intertravados são exemplos, pois além de permitirem a infiltração da água no solo, não necessitam de argamassa e rejunte. Os pisos de borracha feitos a partir da reciclagem de pneus, além de serem reciclados, também são permeáveis. Além disso, esses pisos permitem o uso de criatividade na escolha de cores e formatos.

Dica 5 – Utilize tintas com menor concentração de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs)
Na hora de escolher a tinta, ou o fabricante), escolha tintas com menor concentração de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), que são considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente e muito comuns nos solventes das tintas. Prefira as tintas à base d´água, mas procure se informar sobre suas concentrações de COV.

Para descobrir o teor de concentração de COV na tinta, procure fornecedores que tenham realizado testes de emissividade e que tenha especificações técnicas mais abrangentes sobre o produto.

About The Author

Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Related Posts