Fotógrafo norte-americano, Mustafah Abdulaziz, em expedição para o Patanal registra os prejuízos ambientais dos rios e nascentes da região Renata Peña/WWF-Brasil/Divulgação

Fotógrafo norte-americano, Mustafah Abdulaziz, em expedição para o Patanal registra os prejuízos ambientais dos rios e nascentes da região Renata Peña/WWF-Brasil/Divulgação

Objetivo do evento, que acontece em Londres, é chamar atenção para as chamadas Cabeceiras do Pantanal, que foram degradadas em algumas áreas

Redação Agência EBC

Na última semana, o fotógrafo norte-americano Mustafah Abdulaziz esteve no Pantanal para retratar os prejuízos ambientais das Cabeceiras do Pantanal, como os pantaneiros enfrentam esses problemas e em que consiste o trabalho de conservação do WWF-Brasil na região. O resultado do trabalho poderá ser visto entre março e maio de 2016, em Londres, durante a exposição fotográfica “Water Stories”, organizada pelo WWF do Reino Unido, com o apoio da iniciativa HSBC pela Água.

O WWF-Brasil, por meio do Programa Água para Vida, trabalha desde 2012 na conservação de rios e nascentes de uma área conhecida como Cabeceiras do Pantanal. É onde nascem 30% das águas que alimentam a planície e a biodiversidade pantaneira e garantem o abastecimento de municípios onde vivem e trabalham pelo menos três milhões de pessoas.

Para falar sobre o assunto, o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional de Brasília, entrevistou o superintendente de Mudanças Climáticas, Água e Agricultura da WWF-Brasil Mário Barroso. Ele analisa que o mais importante para uma disposição visual, como a de fotografia, é chamar a atenção para um problema e buscar parceiros na solução.

Segundo Mário, as Cabeceiras do Pantanal, durante as últimas décadas, sofreram processo de degradação em algumas áreas, mas, agora, está em processo de recuperação. Porém, é preciso conseguir mais recursos.

“Nós temos o novo Código Florestal, iniciativas fortes de restauração, um grande comprometimento das prefeituras, de atores locais no processo de recuperação dessas nascentes e, chamando a atenção internacional, é possível conseguir mais recursos para as ações necessárias”, avalia.

O especialista falou sobre o pacto das cabeceiras, do trabalho do fotógrafo e da exposição fotográfica “Water Stories”. Além disso, ele também esclareceu que, depois de Londres, uma agenda está sendo montada para as capitais do Brasil.