DA REDAÇÃO

O volume de lixo reciclado no Brasil aumentou, mas, mesmo assim, ainda é muito abaixo da necessidade populacional do país. Segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), entre os anos de 2003 a 2008, o volume de lixo reciclado passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades.

Apesar de estar presente em apenas 8% das cidades brasileiras, o setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por anos. Mas, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente, o país perde cerca de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões.
Segundo secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores, os grandes responsáveis por esse aumento no volume de dinheiro movimentado no setor são os catadores de lixo. “Noventa e nove por cento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”.

Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais para o sucesso da reciclagem no país. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.

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Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

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