A praça móvel é uma alternativa à falta de espaços de convivência na cidade Cricklewood.  Foto: Cricklewood Town Square

A praça móvel é uma alternativa à falta de espaços de convivência na cidade Cricklewood.
Foto: Cricklewood Town Square

Por Marcia Sousa/CicloVivo

Uma comunidade sem espaço público. Não há livrarias, praças ou bancos. Pode não parecer, mas este é o cenário de uma região de Londres, capital da Inglaterra, que ganhou nova vida com o projeto da Agência Spacemakers.

Os espaços públicos de Londres são amplamente reconhecidos. Apesar de ser uma metrópole, a cidade conserva seus parques, praças e áreas de convivência. É lá que se localiza, por exemplo, a Piccadilly Circus, uma das praças mais conhecidas do mundo inteiro – ainda que seja mais uma área de comércio do que um espaço para descansar. Entretanto, saindo do circuito turístico, a cidade não se mostra tão agradável aos moradores, é o caso de Cricklewood, região no noroeste de Londres.

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É nessa área que a Agência Spacemakers criou uma praça móvel como alternativa à falta de espaços de convivência. O grupo atua no desenvolvimento de projetos e intervenções que visam melhorar as cidades, vilas e locais de trabalho. A ideia foi recuperar áreas esquecidas e transformá-las em locais atraentes à população.

A praça móvel foi projetada e construída pelo Studio Kieren Jones. Sua mobilidade se dá por meio de uma bicicleta, que carrega os materiais necessários para criar a área temporariamente em qualquer lugar.

“O projeto tem como objetivo mostrar o que o espaço público pode fazer por uma comunidade, e como até mesmo estes pedaços de terra podem ser usados para criar um sentimento de pertencimento de lugar. Mas, mais do que isso, pretende-se estabelecer um precedente, e ajudar os moradores a se questionarem: ‘Que tipo de espaço nós queremos e onde podemos encontrá-lo? ’”, afirma a Agência Spacemakers, em seu site.

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Durante a permanência na cidade, a população pôde levar os cachorros para passear, tiveram espaços para jogos, exposições fotográficas, workshops com designers gráficos para que os próprios moradores escrevessem os sinais e regras necessárias naquela determinada área pública.

Também houve palestras, sessões de cinema, bate-papo com artistas, arquitetos, ativistas e comunidade local. Um terreno abandonado serviu de espaço para dança e, ainda na parte cultural, foi criada uma área para leitura, troca de livros e conversas sobre o futuro do espaço.

Esse projeto, realizado entre agosto e setembro, faz parte de uma série mais ampla de intervenções em toda Cricklewood, liderados por Scott Gort Arquitetura e financiado por Outer London Fund.

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