Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/”PLoS One”)

Do Globo Natureza, em São Paulo

Levantamento foi feito em cinco países, incluindo Camarões e Gabão. Animais ocupam menos de 25% da área que poderiam ocupar, diz estudo.

A população de elefantes africanos de florestas foi reduzida em 62% em uma década, aponta um estudo publicado nesta semana no periódico “PLoS One”. Segundo os cientistas, estes paquidermes estão sob pressão crescente de caçadores e praticamente desapareceram das matas da República Democrática do Congo, onde antes existiam em abundância.

“A população [de elefantes] está agora em 10% do seu tamanho potencial, ocupando menos de 25% do espaço que poderia ocupar”, dizem os cientistas. Eles fizeram o levantamento em cinco países, incluindo Camarões, Gabão e República Democrática do Congo.

O estudo foi realizado por mais de dez instituições diferentes, como a Universidade Estadual do Colorado, nos EUA; a Universidade de Stirling, na Grã-Bretanha; a Universidade de Amsterdã, na Holanda; e a Universidade de Liège, na Bélgica.

Entre as causas para a redução no número de animais entre 2002 e 20011, período coberto pelo estudo, está o crescimento populacional em regiões onde antes havia florestas, falta de punição aos caçadores, leis fracas e proximidade com regiões onde há expansão de infraestrutura, afirmam os pesquisadores.

O estudo cobriu cerca de 260 mil km², aproximadamente 12% das florestas na África Central. “Cerca de metade dos elefantes sobreviventes estão no Gabão, e menos de um quinto na República Democrática do Congo. Estes países cobrem 13% e 62% da área total de mata estudada, respectivamente”, dizem os cientistas.

“Provavelmente, a espécie foi eliminada de grandes regiões em que antes ela era encontrada”, afirmam os pesquisadores, no estudo.

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