Planetas habitados: não é mais "se", é "quantos". [Imagem: Sara Seager]

Planetas habitados: não é mais “se”, é “quantos”. [Imagem: Sara Seager]

Redação Inovação Tecnológica

Uma tradicional ferramenta usada na busca de vida extraterrestre acaba de receber uma renovação completa. Apesar da lamentável perda do telescópio espacial Kepler, a “reinicialização” da ferramenta pode significar que poderemos encontrar sinais de vida em planetas extrassolares dentro de uma década. E a ferramenta não é nenhum novo telescópio ou ferramenta de observação – é uma equação matemática.

Equação de Drake

Em 1961, o astrônomo Frank Drake criou sua agora famosa equação para calcular o número de civilizações detectáveis na Via Láctea. A equação de Drake inclui uma série de termos que, na época, pareciam ser impossíveis de se conhecer – como a existência dos planetas fora do nosso sistema solar. Mas, nas duas últimas décadas, temos visto exoplanetas aparecerem como ervas daninhas, particularmente nos últimos anos, graças, em grande parte, ao telescópio espacial Kepler. Com esses novos dados em mãos, Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, achou que era hora de dar uma atualizada na equação de Drake.

A nova versão restringe alguns dos termos originais da equação para incluir os dados mais recentes, tornando-a muito mais precisa – na descrição de Seager, se a equação original de Drake era um machado, a nova equação é um bisturi. A equação original de Drake inclui sete termos que, multiplicados, dão o número de civilizações alienígenas inteligentes que poderíamos esperar detectar na Via Láctea.

Os dados do telescópio Kepler ajudaram a refinar dois termos: a fração de estrelas que têm planetas, e o número desses planetas que seriam habitáveis.

Planetas habitados à vista

Mas o que realmente interessa é o resultado da equação remodelada. Segundo Seager, pelo menos 10 planetas habitados – não “habitáveis”, mas habitados – poderão ser observados já com o telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2017 – o cálculo original de Drake resultava em 2,3. “Assim como na equação de Drake, alguns dos termos são sempre especulativos,” reconhece a pesquisadora.

Será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? "É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?" [Imagem: Sara Seager]

Será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? “É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?” [Imagem: Sara Seager]

De qualquer, será possível que poderemos de fato descobrir alienígenas bem próximos de nós? “É claro que eu acho que é possível. Por que outro motivo eu estaria trabalhando tão duro?”, disse ela. E isto não é tudo. O telescópio Kepler coletou dados durante quatro anos, mas até agora os astrônomos conseguiram analisar apenas os 18 primeiros meses – ou seja, os números poderão ficar ainda mais precisos. E isto também não é tudo. Com o aprimoramento das técnicas, e um monte de exoplanetas para testá-las, agora os astrônomos já estão se preparando para medir a atmosfera dos exoplanetas.

A análise dos gases associados com a vida em volta dos exoplanetas dará pistas reveladoras sobre sua composição – e sobre seus habitantes. Segundo Seager, já nos próximos anos será possível melhorar ainda mais a equação, eliminando cada vez mais incertezas com a inserção de dados cada vez mais precisos, incluindo as “bioassinaturas atmosféricas”. Exoplanetas na zona habitável: em busca de oxigênio.

Com informações da New Scientist.

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