O processo demonstrado em condições de laboratório agora terá que ser expandido para produção industrial. [Imagem: UCLA]

O processo demonstrado em condições de laboratório agora terá que ser expandido para produção industrial. [Imagem: UCLA]

Redação do Site Inovação Tecnológica

Glicólise

Uma nova rota química para quebrar as moléculas de glicose aumenta em 50% o rendimento da fabricação de biocombustíveis. A nova rota metabólica sintética, projetada para substituir o processo atual, conhecido como glicólise, foi descoberta por Igor Bogorad e seus colegas da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

A glicólise compreende uma série de reações químicas que quase todos os seres vivos usam para converter açúcares nos precursores moleculares que suas células necessitam. No processo tradicional, que usa leveduras para fermentar a biomassa e produzir etanol, quatro dos seis átomos de carbono da glicose são convertidos em moléculas de dois carbonos conhecidas como acetil-CoA, precursoras de biocombustíveis como o etanol e o butanol, assim como ácidos graxos, aminoácidos e produtos farmacêuticos.

No entanto, os dois átomos de carbono restantes da glicose são perdidos na forma de dióxido de carbono. Bogorad descobriu uma forma de usar bactérias E. coli geneticamente modificadas para fazer o trabalho com mais eficiência. As enzimas produzidas pelos microrganismos convertem os seis átomos de carbono em três moléculas de acetil-CoA, eliminando a emissão de CO2.

“Essa rota resolve uma das limitações mais importantes na produção de biocombustíveis e no biorrefino: perder um terço do carbono dos carboidratos usados como matérias-primas,” comentou James Liao, coordenador do trabalho. “Acreditava-se que essa limitação fosse intransponível por causa da maneira como a glicólise evolui.”