Mapa da seca será traçado

Mapa da seca será traçado

Levantamento incluirá mapas e indicadores de vulnerabilidade para o território brasileiro e subsidiará medidas como a identificação de riscos à biodiversidade, o manejo integrado do fogo, o zoneamento agrícola de risco climático e o sistema de alertas da Defesa Civil

Por: Lucas Tolentino – Editor: Sérgio Maggio

Os riscos de secas no território brasileiro serão identificados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Estudo com previsão de conclusão nos próximos dois meses analisará a vulnerabilidade do país às secas e estiagens no contexto da mudança do clima. O objetivo é embasar políticas e estratégias de adaptação para reduzir problemas futuros. As previsões devem gerar benefícios ambientais e sociais para a população.

O levantamento é feito pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ), do MMA, em parceria com o Ministério da Integração Nacional (MI) e a organização não-governamental WWF. Os resultados incluirão dois relatórios detalhados com índices e mapas de vulnerabilidade para o período de 2011 a 2040, além da análise dos dados com respostas para as regiões mais críticas e comparações da situação atual com as projeções futuras.

BENEFÍCIOS

Serão produzidas informações que poderão orientar ações governamentais em diversas áreas. Entre elas, estão os programas sociais voltados para populações vulneráveis às secas, como o programa Água Doce. Além disso, o estudo subsidiará medidas como a identificação de riscos à biodiversidade provocados pelas secas, o manejo integrado do fogo, o zoneamento agrícola de risco climático e o sistema de alertas da Defesa Civil.

Os índices que estarão presentes no levantamento são compostos por três dimensões da vulnerabilidade: climática, socioeconômica e físico-ambiental. Os mapas produzidos mostrarão os riscos de desastres ligados às secas, com projeções de como aumentarão ou diminuirão os perigos em um período extenso, que vai do presente até o ano de 2040.

Em maio, foi realizada reunião para a validação da metodologia do estudo. Para o encontro, foram convidados os representantes de secretarias e diretorias do MMA e do MI ligadas ao tema, além de representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), WWF e Banco Mundial.

SAIBA MAIS

Apesar de considerado um fenômeno natural, o efeito estufa se intensificou nas últimas décadas, acarretando mudanças climáticas. Essas alterações resultam do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias é consequência de atividades humanas como o transporte urbano, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Nesse âmbito, ações de adaptação se referem a iniciativas capazes de reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da mudança do clima. Ou seja, é uma forma de resposta para lidar com possíveis impactos e explorar eventuais oportunidades. A elaboração de uma estratégia de adaptação envolve, entre outras coisas, a identificação da exposição a esses impactos com base em projeções e cenários climáticos.

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