Fazenda eólica

Fazenda eólica

Após o acidente com o reator da usina nuclear Fukushima Daiichi, o governo japonês decidiu construir a maior fazenda eólica marítima do mundo.

Como todos sabem, um terremoto de magnitude 9.0 e o tsunami subsequente atingiram a costa leste do Japão em 2011, destruindo o reator da usina nuclear de Fukushima, no distrito de Futaba. O derretimento do reator liberou radioatividade nas cidades de Okuma, Futaba e regiões próximas. Após o desastre, o governo japonês começou a abandonar o modelo de energia nuclear, que abastece quase todo o país, investindo em fontes renováveis, como energia eólica, térmica e solar.

Com essa finalidade, o país pretende construir 143 turbinas eólicas na costa, que produzirão um gigawatt de potência, ou cerca de 21% da energia total produzida pela antiga usina, hoje desativada. Ainda assim, produzirá duas vezes mais que a maior fazenda eólica marítima do mundo, a Greater Gabbard, no Reino Unido, que produz 504 megawatts com 140 turbinas, o suficiente para abastecer quase um milhão de residências.

Em vez de cada turbina ser ancorada individualmente no leito oceânico, elas flutuarão em estruturas de alço ancoradas à plataforma continental — praticamente como balsas ancoradas. Lastros manterão as turbinas na posição vertical. Cada turbina de 2 megawatts terá cerca de 200 metros de altura.

O diretor do projeto, Takeshi Ishihara, da Universidade de Tóquio, explicou à revista New Scientist que a fazenda eólica foi projetada para suportar terremotos e tsunamis. Fazendas eólicas parecem resistir bem a tsunamis — a fazenda eólica Kamisu sobreviveu ao terremoto relativamente incólume. Ishihara acrescenta que o novo empreendimento não deve afetar a indústria pesqueira local, e pode até beneficiá-la.

Grande parte da infraestrutura de transmissão que enviará a eletricidade aos consumidores já está no local, próximo à antiga usina nuclear, embora seja preciso construir um cab o submarino para transportar a energia eólica até as linhas de transmissão no continente. O projeto deve ser concluído em 2020.

A maior dificuldade será financiar o projeto — ainda não está claro de onde virá o dinheiro. Ainda assim, há planos para a construção de um grande parque solar na região, e o país já investiu US$16,3 bilhões em projetos de energias renováveis só em 2012, segundo o Financial Times.

Fonte: New Scientist | Por Jesse Emspak – Treehugger