Os rios Solimões, Japurá e Içá são utilizados como rotas de fuga (Ibama/AM)

Os rios Solimões, Japurá e Içá são utilizados como rotas de fuga (Ibama/AM)

Redação A Crítica

A Operação “Morumbi” (do Tupi: Guerra de Emboscada) do Ibama em parceria com a Funai Tabatinga e Policia Ambiental do Amazonas, apreendeu 6.200 alevinos de Aruanã “Branca”, foram aplicados R$ 72.740,00 em multas; além da apreensão de três deslizadores (lanchas rápidas) e oito redes de pesca

Uma operação conjunta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai) do Município de Tabatinga e Policia Ambiental do Amazonas  apreendeu 6,2 mil alevinos de aruanã “branca”.

Batizada Morumbi (Guerra de Emboscada em tupi), a operação aplicou R$ 72.7 mil em multas; além da apreensão de três deslizadores (lanchas rápidas) e oito redes de pesca. A polícia deteve um colombiano e um peruano, por pesca ilegal e porte de cartuchos de arma de fogo, nos municípios de Tonantins e Santo Antônio do Iça, na Região do Alto Solimões. Os nomes dos estrangeiros presos não foram divulgados pelas autoridades policiais.

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O tráfico internacional de alevinos de aruanã como peixes ornamentais para os países vizinhos Colômbia e Peru, vêm se intensificando na última década. O Ibama estima que, todos os anos,  entre quatro e seis milhões de peixes sejam capturados em águas brasileiras e levados de forma clandestina  para a Colômbia, via municípo de Letícia, ou pelos rios Iça (Putomayo) e Japurá (Caquetá). Parte desses peixes também seguem para o  Peru pela fronteira com Tabatinga ou Atalaia do Norte.

Os intermediários, colombianos e peruanos, agenciam os ribeirinhos e indígenas da região do Vale do Javari, Alto e Médio Solimões para a coleta dos alevinos. Viajando em duplas para a compra dos filhotes, eles se deslocam em deslizadores potentes. Equipados, eles usam tubos de oxigênio para diminuir a mortandade no deslocamento dos peixes e sacos plásticos para o acondicionamento e com porte de armas.  Os peixes são comprados por valores entre R$1,50 e R$2,50 por alevino. A rota de fuga segue os rios Solimões, Japurá e Içá.

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A aruanã branca têm grande valor no mercado asiático, que considera a espécie, dada sua semelhança a um dragão, um animal que traz sorte. E esse fetiche alimenta a captura ilegal.

O Ibama e a Funai, procuram por meio da Operação “Morumbi”, reduzir a atividade.  As ações serão intensificadas, para coibir esse crime ambiental, que produz: perda da biodiversidade e o desabastecimento para as comunidades indígenas e ribeirinhas, pois além do grande número de alevinos capturados ainda é necessário para a coleta, matar o pai/adulto que carrega os filhotes na boca. É uma atividade de impactos negativos, que induz indígenas, que participam da captura, a praticar atos ilegais. *Com informações da assessoria de imprensa.