O satélite Sentinel-2A foi lançado esta terça-feira para apoiar na recolha dos dados que vão integrar o sistema de monitorização ambiental da União Europeia, o “Copernicus”.

Imagem de Lisboa, captada pelo satélite Sentinel-1A Copernicus data/ESA (2014)

Imagem de Lisboa, captada pelo satélite Sentinel-1A
Copernicus data/ESA (2014)

Ana Pimentel/Observador

Tem 1,1 toneladas e partiu num foguete Vega, do Porto Espacial Europeu, em Kourou, na Guiana Francesa, quando eram 22h52 em Lisboa. O satélite Sentinel-2A foi lançado esta terça-feira, para dar mais capacidade ótica em alta resolução ao sistema de monitorização ambiental da União Europeia, o “Copernicus”.

O Sentinel-2 é o segundo satélite de uma constelação de 20 satélites que irão escrutinar o planeta Terra, melhorando consideravelmente a capacidade do Copernicus fornecer aos cidadãos europeus os mais completos dados para aplicações ambientais e de segurança, disponíveis em qualquer parte do mundo,” notou o diretor-geral da Jean-Jacques Dordain.

De acordo com a nota de imprensa publicada pela Agência Espacial Europeia, o primeiro andar separou-se 1 minuto e 52 segundos depois da descolagem. O segundo andar separou-se 3 minutos e 37 segundos depois e o revestimento quase 20 segundos depois. O terceiro andar separou-se quando passavam 6 minutos e 32 segundos da descolagem.

 

O satélite Sentinel-2A foi colocado na órbita alvo, heliossíncrona, 7 minutos e 42 segundos depois da descolagem e separou-se aos 54 minutos e 43 segundos de voo.

A primeira fase dura, regra geral, três dias e só depois é que os controladores começam a verificar e a calibrar os instrumentos para comissionar o satélite. A expectativa é a de que a missão fique operacional dentro de três ou quatro meses.

A “Copernicus” é a rede europeia de monitorização ambiental que vai fornecer informação operacional sobre a superfície terrestre, oceanos e atmosfera para apoiar as políticas ambientais e de segurança. Vão fazer parte da rede seis famílias de satélites Sentinel.

O Sentinel-2A vai complementar as imagens de radar capturadas pelo Sentinel-1A, o satélite que foi lançado a 3 de abril de 2014, e vai apoiar “áreas importantes, em benefício da sociedade, como a segurança alimentar e a monitorização de florestas”, segundo o diretor de Programas de Observação da Terra da ESA.

Os dados, fornecidos gratuitamente, serão analisados, processados e harmonizados pelos fornecedores de serviço públicos e privados. O lançamento do Sentinel-2B, satélite gémeo do que foi lançado esta terça-feira, tem lançamento marcado para maio de 2016.