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Fernanda Nazário/SEMA-MT

Um estudo sobre o impacto da instalação de 125 hidroelétricas na região hidrográfica do Paraguai foram apresentados nesta quarta e quinta-feira (2 e 3), em Campo Grande (MS). Outra proposta do estudo é analisar a consequência do avanço agrícola entorno da região do Pantanal, a partir de uma parceria de trabalho entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

Em 2014, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) solicitou que os estados criassem um Grupo de Acompanhamento do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica Paraguai (GAP) para identificar se é ou não prejudicial esses avanços. O grupo é composto por várias entidades ambientais. Essa é a quarta reunião do grupo. A primeira aconteceu em dezembro de 2014, a segunda em março deste ano e a terceira em junho.

Segundo o superintendente de recursos hídricos da Sema e coordenador do GAP, Nédio Pinheiro, o objetivo é levantar um diagnóstico e propor ações de melhorias para os rios da bacia.

“O plano vai identificar se a bacia aguenta essas alterações. Caso o estudo mostre que não, o grupo pretende levantar ações para minimizar esse impacto e planejar o uso racional da água.”

O encontro se inicia nesta quarta-feira (2), às 14h30, na sede do Imasul, com boas-vindas, informes e, posteriormente, apresentação do estudo preliminar. O encerramento esta previsto para 18h. Já na quinta (3), a Agência Nacional da Água (ANA) apresentará algumas medidas para o plano de recursos hídricos. Nesse dia, além das entidades ambientais, a reunião contará com a participação do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, que discutirá o avanço agrícola no local.

Bacia do Pantanal

A região hidrográfica do Paraguai é uma das 12 regiões hidrográficas do Brasil, de acordo com a CNRH. Ela ocupa uma área de aproximadamente 363 mil km² no território brasileiro, onde residem cerca de 1,9 milhão de pessoas. Essa região se estende pelos territórios da Argentina, Bolívia e Paraguai, formando a Bacia do Prata, que é a segunda maior da América do Sul. Em Mato Grosso, essa bacia envolve 25 municípios, e pelo menos 390 mil moradores da região do Pantanal.