A proposta da ação é incentivar a população a participar do planejamento de suas cidades e cobrar as ações governamentais em relação às melhorias na área de mobilidade urbana. | Imagem: Divulgação

A proposta da ação é incentivar a população a participar do planejamento de suas cidades e cobrar as ações governamentais em relação às melhorias na área de mobilidade urbana. | Imagem: Divulgação

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

O Greenpeace lançou nesta quarta-feira (10) a campanha “#Cadê o plano de Mobilidade Urbana?”. A proposta da ação é incentivar a população a participar do planejamento de suas cidades e cobrar as ações governamentais em relação às melhorias na área de mobilidade urbana.

A campanha se baseia da Política Nacional de Mobilidade Urbana, uma lei de janeiro de 2012, direcionada a todas as cidades brasileiras que possuem mais de 20 mil habitantes. A legislação determina que os municípios que se enquadram neste perfil elaborem planos de mobilidade que melhorem a qualidade de vida de seus munícipes. O prazo para que as propostas sejam apresentadas expira em janeiro de 2015.

Os Planos de Mobilidade Urbana (PMU) devem ser feitos de acordo com as necessidades específicas de cada localidade em que ele será empregado. No entanto, existem alguns itens que devem ser respeitados durante este planejamento e que determinarão o apoio financeiro do Governo Federal destinado à cidade.

Uma das premissas básicas para a criação de um PMU é a garantia da universalização e acessibilidade do serviço prestado à população. Além disso, é necessário priorizar o transporte não-motorizado. Neste caso, aplicam-se, principalmente, estruturas que beneficiem e elevem a segurança de pedestres e ciclistas, com a construção de ciclovias e calçadas, por exemplo.

A outra parte do PMU deve atingir diretamente quem enfrenta os congestionamentos diários. A proposta principal tende a ser o aumento dos investimentos em transporte coletivo e é possível que ocorram restrições ao uso de transportes individuais. Como acontece em metrópoles internacionais, essa pode ser a resolução para muitos problemas. Em Nova York e Londres, por exemplo, a maior parte da população evita dirigir, optando, em sua maioria, pelo uso do sistema metroviário.

As mudanças determinadas pelo governo são propostas com o intuito de melhorar as condições das grandes cidades brasileiras, tanto no que diz respeito à qualidade de vida dos moradores, como em relação aos cuidados ambientais.

A campanha idealizada pelo Greenpeace pretende levar a população a participar de forma ativa destas decisões, cobrando que as autoridades locais cumpram as metas estabelecidas e definam objetivos condizentes com as verdadeiras necessidades locais. Uma cidade mais eficiente, também é uma cidade menos poluente.

Clique aqui para saber como participar.

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