Explosão de supernova

Por MegaCurioso

O nosso planeta, como você sabe, é constantemente bombardeado por partículas e pequenos objetos espaciais oriundos dos mais diversos pontos do cosmos. O que os astrônomos não sabiam é que a Terra está sendo atingida — neste momento — por fragmentos radioativos arremessados durante explosões estelares (ou supernovas) que ocorreram milhões de anos atrás.

De acordo com Bec Crew, do portal Science Alert, a descoberta aconteceu em duas etapas: no início de abril, cientistas australianos notaram a presença de um raro tipo de metal radioativo chamado Ferro-60 no fundo do oceano em vários pontos do planeta.

Como esse material possui uma meia-vida de 2,6 milhões de anos e somente é produzido durante grandes explosões espaciais, os astrônomos estimaram quando e como ele chegou até a Terra. Segundo calcularam, o ferro-60 foi arremessado após a explosão de duas estrelas — uma há 6,5-8,7 milhões de anos, e a outra há 3,2-1,7 milhões de anos, respectivamente. Agora, vem a segunda etapa da descoberta.

Supernovas

Segundo Bec, depois de os astrônomos australianos anunciarem a descoberta, novos dados obtidos a partir de observações conduzidas pelo satélite espacial ACE — Advanced Composition Explorer —, da NASA, apontaram que, ao que tudo indica, a primeira estrela explodiu relativamente próximo à Terra, lançando fragmentos para todos os lados, inclusive na nossa direção.

Boom!

Boom!

Depois, a segunda explosão aconteceu, acelerando os fragmentos até próximo à velocidade da luz — e, desde então, o material radioativo continua “chovendo” aqui no nosso planeta. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após perceber que o ACE vem detectando a presença de ferro-60 no espaço há nada menos do que 17 anos, o que significa que novos fragmentos continuam chegando à nossa vizinhança até hoje.

Além disso, em um primeiro momento, os astrônomos australianos deduziram que o ferro-60 que eles haviam encontrado provavelmente era da época em que as explosões aconteceram. Contudo, as informações obtidas a partir do ACE apoiam a teoria de que o material radioativo pode não ter caído por aqui há milhões de anos, e sim muito mais recentemente. Mas, onde, afinal, ocorreram essas explosões?

Tá chovendo radiação!

Os pesquisadores suspeitam que as supernovas ocorreram em um aglomerado de estrelas conhecido como Associação Estelar de Scorpius-Centaurus, que fica a cerca de 400 anos-luz de distância de nós. No entanto, embora o material radioativo gerado durante as explosões continue atingindo o nosso planeta, os astrônomos disseram que os terráqueos não precisam esquentar muito a cabeça com isso.

E morreu.

E morreu.

Segundo explicaram, o satélite espacial ACE vem detectando cerca de um único núcleo de ferro-60 por ano, o que significa que não corremos o risco de sermos atingidos por um enorme fragmento radioativo de estrela. Por outro lado, também não precisa desprezar o material só porque ele é pequenininho!

O ferro-60 só passaria a ser um problema caso o constante bombardeamento começasse a afetar o clima do nosso planeta. De qualquer forma, não é incrível a quantidade de coisas que os astrônomos conseguiram descobrir apenas com analisar esses minúsculos núcleos?