Foto: Ascom Aprosoja

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Indústrias europeias de rações discutem critérios de sustentabilidade na produção agrícola com a Aprosoja

Ascom Aprosoja

Depois de uma série de encontros e reuniões de trabalho, representantes da Federação das Indústrias de Rações da Europa (Fefac) se reuniram novamente com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) nesta segunda, em Cuiabá. Na pauta, o debate sobre que critérios adotar para garantir que a soja comprada pelos países europeus seja sustentável.

Em jogo, um mercado valioso. Em 2015, 22% das exportações do complexo soja mato-grossense foram para a Europa. Atualmente, os países europeus conseguem produzir apenas 2% da soja que consomem. “Vivemos um cenário de dependência da importação em médio e longo prazos, pois temos um déficit de 75% de matérias-primas ricas em proteína”, explicou Ruud Tijssens, presidente da Fefac.

A América do Sul, e, em especial, o Brasil, são produtores de destaque para a Europa. Os dados mais recentes da Fefac indicam que 90% da soja que consomem vem de produtores norte-americanos, chineses e brasileiros. “A América do Sul, hoje, é o mercado produtor mais importante para nós, pois conseguimos aliar bons preços a uma grande qualidade proteica”, explica Tijssens.

Criada em 1959, a Fefac reúne hoje 33 membros, responsáveis por uma produção de 153 milhões de toneladas de produção industrial de alimentos compostos. O desafio da entidade, hoje, é garantir acesso a mercados capazes de atender a demanda por alimentos, e cumpridores de boas práticas produtivas.

As discussões da Aprosoja com a Fefac têm girado em torno do programa Soja Plus, já implantando em Mato Grosso e em mais três estados brasileiros. Focado na disseminação de orientações ao produtor para que adote uma prática contínua de melhorias na sua gestão, o Soja Plus dá os instrumentos para que o agricultor consiga atender os requisitos das legislações trabalhista, ambiental e social. A Fefac vê com bons olhos o Soja Plus, e agora estuda como validá-lo como passaporte para a soja mato-grossense na Europa.

“A Fefac nos propôs um sistema de diretrizes que garantiria abertura aos mercados europeus. Estamos estudando essa proposta para analisar se ela é viável para a realidade do sojicultor mato-grossense”, afirma Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja.