As três fêmeas que foram pescadas vão agora para a Coleção de Ictiologia. Foto: Theodore Pietsch, PhD./ University of Washington

As três fêmeas que foram pescadas vão agora para a Coleção de Ictiologia. Foto: Theodore Pietsch, PhD./ University of Washington

A 1500 metros de profundidade foi descoberto um peixe com tanto de pequeno como de feio. Tem uma antena luminosa, uma espécie de focinho e é carnívoro.

Redação Observador

Nas profundezas do Golfo do México foi descoberta mais uma nova espécie de peixe com aspeto peculiar. Os cientistas chamaram-lhe “anglerfish”, que se pode traduzir para peixe-pescador. É familiar do tamboril, nada a uma profundidade entre os 1.000 e os 1.500 metros e é carnívoro.

Foram capturadas três fêmeas desta espécie, que medem cerca de 10 centímetros, conta a CNN. Parecem ter um focinho e até uma antena luminosa – à semelhança da piranha – que lhe permite ver onde os raios solares já não chegam. Além disso, a antena auxilia na caça porque serve de atração para as presas.

Encontrar machos é difícil a tanta profundidade, porque eles costumam ser mais pequenos que as fêmeas. Ambos têm uma relação de parasitismo: o macho morde o corpo da fêmea e vive à conta dela. Na altura da reprodução, o corpo do macho degenera e transforma-se num órgão de reprodução.

 

A descoberta foi feita por Tracey Sutton, um especialista da Nova Southeastern University (Estados Unidos). “Encontrar esta nova espécie reforça a noção de que o nosso inventário da vida no vasto oceano está muito longe de estar completo”, realça o cientista. O peixe foi encontrado enquanto a equipa de Tracey Sutton procurava descobrir as consequências dos derrames de petróleo na vida marinha das profundezas do mar.

As três fêmeas que foram pescadas vão agora para a Coleção de Ictiologia, a maior coleção de peixes que vivem a grandes profundezas do mundo.

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