Raul Bressan - Representantes de diversas instituições participam de oficina de construção dos eventos sobre agroecologia

Raul Bressan – Representantes de diversas instituições participam de oficina de construção dos eventos sobre agroecologia

Por Paula Rodrigues/Embrapa

Em setembro do próximo ano, a capital federal vai sediar o evento Brasília Agroecológica 2017, que reúne uma série de congressos e seminários sobre a temática. Diversas instituições participam do processo de articulação do evento, que será presidido pela pesquisadora Mariane Vidal, da Embrapa Hortaliças.

“A Embrapa vai ter papel estratégico no planejamento desse evento que, até o momento, conta com mais de 40 instituições entre realizadores e apoiadores”, enumera Mariane ao destacar a importância da parceria entre as instituições no processo de fortalecimento da rede de agroecologia no País.

O evento está agendado para o período de 11 a 14 de setembro de 2017, no centro de convenções Ulysses Guimarães, e sua abertura coincide com o Dia do Cerrado, segundo maior ecossistema brasileiro. A expectativa é que o evento reúna, por dia, cerca de cinco mil pessoas vindas de todas as regiões do Brasil e de outros países da América Latina.

Entre os congressos simultâneos, estão previstos até o momento: VI Congresso Latinoamericano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia, IX Encontro Nacional dos Estudantes de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do DF e Entorno.

Para o agrônomo Athaualpa Nazareth Costa, diretor de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri/DF), o evento vai proporcionar uma visibilidade muito grande para o Centro-Oeste que, inclusive, pela primeira vez, sedia o congresso brasileiro.

“Trazer o debate agroecológico para nossa região é muito importante, principalmente nesse momento em que tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal um projeto de lei que versa sobre a política distrital de agroecologia”, assinala ao frisar a relevância do evento para discutir questões específicas sobre agroecologia no Cerrado brasileiro.

Na programação única, que será compartilhada pelos congressos, além de apresentações técnico-científicas, haverá espaços participativos e transdisciplinares de reflexão e construção como relato de produtores e intercâmbio de experiências. O objetivo é contribuir para as discussões da temática e promover avanços teóricos, práticos e políticos no campo da Agroecologia.

“O evento também possui um caráter cultural muito forte e, por isso, paralelamente vai acontecer uma feira agroecológica e atividades com comunidades e povos tradicionais, como a troca de sementes”, adianta Mariane ao frisar: “incluir é a palavra de ordem na agroecologia”.

Evento internacional e parcerias

A candidatura de Brasília para sediar o V Congresso Latinoamericano de Agroecologia foi apresentada para a Sociedade Latino Americana de Agroecologia (SOCLA) durante a última edição desse evento, que ocorreu na Argentina em outubro do ano passado. A realização do evento na capital federal insere a cidade no cenário internacional das discussões sobre agroecologia e também fortalece as experiências regionais de construção do conhecimento de base agroecológica.

A organização da série de eventos reflete um processo horizontal, no qual todas as instituições ocupam um papel importante na articulação e realização do Brasília Agroecológica 2017.

Além da Embrapa, outros parceiros realizadores são: Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF), Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (SEAGRI/DF), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Federal Goiano, Associação Slow Food Brasil e Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL).

Diversas instituições e organizações também apoiam o evento, entre eles: Fórum pela Reforma Agrária e Justiça no Campo do Distrito Federal e Entorno, Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Movimento de Mulheres Camponesas do Brasil (MMC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rede de Sementes do Xingu (RSX/MT), Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (SETUR/DF), Secretaria de Meio Ambiente (SEMA/DF), Associação de Agricultura Ecológica (AGE), Fundação Banco do Brasil (FBB), Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (NEDETS Centro-Oeste) e Rede Cerrado.