O papel pode passar de totalmente transparente à emissão de múltiplas cores. [Imagem: Juan Xue et al. - 10.1021/acsami.5b02011]

O papel pode passar de totalmente transparente à emissão de múltiplas cores. [Imagem: Juan Xue et al. – 10.1021/acsami.5b02011]

Redação do Site Inovação Tecnológica

Eletrônica de madeira

Quando se fala em eletrônica flexível, os experimentos mais avançados incluem a fabricação de circuitos e telas cujos componentes eletrônicos são depositados sobre plástico transparente.

Mas Juan Xue e seus colegas da Universidade Sichuan, na China, parecem não simpatizar muito com os plásticos, criticando o material por ser derivado do petróleo.

Ele se propuseram então a criar um papel emissor de luz que fosse mais ambientalmente correto, capaz de viabilizar aparelhos eletrônicos biodegradáveis – que não poluam o ambiente quando se tornarem obsoletos.

Nanocelulose

O resultado é um papel feito do que os pesquisadores chamam de “farinha de madeira” – essencialmente nanocelulose, o mesmo tipo de material usado recentemente para fabricar um chip de madeira.

Os elementos emissores de luz são pontos quânticos feitos de zinco e selênio, nanocristais semicondutores que se disseminam pelas fibras, resultando em um papel que é transparente quando não energizado, mas capaz de emitir luz de várias cores a temperatura ambiente.

O material pode ser enrolado e dobrado, sem perder a capacidade de emissão de luz.

Embora já existam várias tecnologias de telas à base de pontos quânticos, a equipe afirma que sua técnica de fabricação – baseada apenas em sucção e filtragem -, além dos materiais ambientalmente corretos, podem viabilizar o uso prático dos seus papéis luminosos.