As estimativas de que a perda das florestas chegue a 40% até 2050 poderiam fazer com que a Usina de Belo Monte opere 25% abaixo de sua capacidade. | Foto: Leonardo Freitas/Flickr

Redação Ciclovivo

O desmatamento amazônico pode afetar diretamente a produção de energia na usina hidrelétrica de Belo Monte. A afirmação é de um grupo formado por cientistas brasileiros e norte-americanos. Eles colocam as alterações nas chuvas como causa principal para a redução na eficiência.

O estudo feito pelos pesquisadores foi recém-publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). No trabalho o grupo analisou como a redução na área florestada influencia as precipitações na região. Com o desmatamento nos níveis atuais as chuvas já foram reduzidas em 7%. As estimativas de que a perda das florestas chegue a 40% até 2050 poderiam fazer com que a Usina de Belo Monte opere 25% abaixo de sua capacidade.

Em declaração ao Terra, o climatologista Marcos Costa, um dos autores do estudo, explicou que o material é importante para auxiliar o planejamento energético em longo prazo. “Estamos investindo bilhões de dólares em usinas hidrelétricas em todo o mundo. Quanto mais florestas, mais água vamos reter nos rios, e mais energia elétrica seremos capazes de obter”, informou.

As hidrelétricas são consideradas fontes de energia limpa, mesmo que os ambientalistas sejam contra essas usinas, devido a todos os impactos que uma construção desse porte oferece à natureza. Por ser necessário haver boa precipitação, as florestas tropicais são os locais mais propícios a essa produção.

No Brasil já existe a intenção de construir mais 45 usinas hidrelétricas espalhadas por todo o território nacional. Somente a produção de Belo Monte deverá corresponder a 40% dos novos projetos de energia para o país. Com informações do Terra.

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