THIAGO ITACARAMBY/ ECOPENSAR

A partir da década de 80 começou-se a discutir Planejamento Ambiental no Brasil. Em Cuiabá, o assunto é bastante incipiente e pouco explorado pelo Poder Público. Acontece que diversos instrumentos foram elaborados para o desenvolvimento e implementação do Planejamento Ambiental, dentre eles, a Legislação Ambiental, a Política Nacional do Meio Ambiente, os planos, programas e projetos, Zoneamento Ambiental, Sistemas de Gestão Ambiental, participação e Educação Ambiental, dentre outros também importantes.

“Independente do ponto de vista ambiental e ecológico o desejo político é imprescindível. Se não tivermos determinação política e técnica não teremos a tão sonhada sustentabilidade”, considerou a coordenadora de Gestão de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Solange Cruz.

Conforme a coordenadora de Gestão de Resíduos Sólidos é preciso de ações e atitudes com base na Educação Ambiental. “Tem que começar agora e não difundir somente nas escolas, mas também nos meios de comunicação, assim como prevê a Lei de Educação Ambiental estadual, em todos os níveis escolares, ou seja, precisa ser transversal na ação de todos”, contestou.

“A água pode ser considerada abundante, porém é mal distribuída. Não só o saneamento básico, a coleta de lixo e o tratamento da água são os principais gargalos de Cuiabá. A coleta não é perfeita, pois não abrange todo o município. Já o tratamento de esgoto está condizente e indo para o rio. A dengue está associada aos resíduos sólidos, gerando um problema de saúde pública”.

Para o arquiteto e urbanista, José Antonio Lemos, o grande desafio do momento é transformar os grandes centros em locais sustentáveis e agradáveis de viver. Segundo ele, o primeiro passo para conseguir o equilíbrio socioambiental é a sociedade rever seus padrões destrutivos de consumo e utilização do meio ambiente. “Vivemos em uma sociedade marcada pelo consumismo irracional”, criticou.

Na opinião do urbanista, a sociedade pode contribuir para o processo evolutivo, assumindo que a cidade é um direito do cidadão. “As pessoas não devem ficar à espera das autoridades resolverem as coisas por ela, mas, antes, fazer a sua parte participando ativamente através das redes sociais, associações e entidades de classe, bairros, clubes de serviço, e cobrando as ações às quais tem direito, inclusive fazendo uso do Ministério Público se for o caso”.

Em se tratando do Planejamento Ambiental, o urbanista disse que o planejamento urbano da Capital se limita a dois anos, que é o intervalo entre uma eleição e outra. “A grande Cuiabá vive o melhor momento econômico de sua história e os novos padrões de investimento e de qualidade que chegam à cidade exigirão um mínimo de segurança jurídica e perspectivas de organização do futuro”, avaliou.

Alguns dos principais conceitos do Planejamento Ambiental podemos destacar: valorizar e conservar os recursos naturais de um território, manter a sustentabilidade da vida e o equilíbrio dos ecossistemas, estudar e atender às necessidades das Políticas Ambientais, e principalmente, aplicar racionalmente o conhecimento humano para a utilização dos recursos, com o objetivo de alcançar resultados positivos para toda a comunidade.

O Planejamento Ambiental Regional é estratégico, de gestão moderna, baseada em princípios ambientais. Mesmo com todos os avanços do Planejamento Ambiental, é indispensável ter uma cultura e consciência de respeito aos seres vivos, permanecendo nos limites da capacidade de suporte do planeta Terra. É fundamental permitir que as comunidades cuidem de seu próprio meio ambiente, melhorando a qualidade vida humana, e gerar uma integração de desenvolvimento e conservação, construindo uma aliança global.

About The Author

Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

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