Cerca de 150 policiais federais participaram da operação. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, também expedidos pelo TRF4 Foto: Polícia Federal / Divulgação

Cerca de 150 policiais federais participaram da operação. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, também expedidos pelo TRF4. Foto: Polícia Federal / Divulgação

Servidores públicos, consultores ambientais e empresários são suspeitos em esquema de concessão ilegal de licenças

Redação Carta Capital

A Polícia Federal prendeu na madrugada do dia 29 deste mês os secretários do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Carlos Fernando Niedersberg, e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia, durante a Operação Concutare. A operação deflagrada pela PF nesta segunda tem o objetivo de desmantelar um esquema de concessão ilegal de licenças ambientais e autorizações minerais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Até o momento, 16 pessoas suspeitas de integrar o esquema formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários, que atuam em órgãos públicos, foram detidas. Ao todo, 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária estão sendo cumpridos em oito municípios do Rio Grande do Sul e na capital de Santa Catarina. Os municípios envolvidos na investigação são Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis (SC).

Em entrevista coletiva nesta segunda 29, o superintendente regional da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Sandro Luciano Caron de Moraes, quis deixar claro que as investigações não são direcionadas a órgãos públicos, mas a alguns grupos servidores.

Além das Secretarias de Meio Ambiente (SEMA), também foram cumpridos mandados na Fundação Estadual de Proteção Ambiental e no Departamento Nacional de Produção Mineral. A polícia diz que os investigados podem ser indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

A SEMA do Rio Grande do Sul foi procurada pela reportagem e não disse não possuir nenhum posicionado sobre a questão até o momento.

Infográfico: Correio do Povo