PLANETA SUSTENTÁVEL

Quem compra madeira nativa precisa exigir o documento de origem florestal. Foto: Reprodução G1

Quem compra madeira nativa precisa exigir o documento de origem florestal. Foto: Reprodução G1

Vem de longa data a relação conflituosa do brasileiro com a madeira. Da febre do descobrimento que quase deu fim ao pau-brasil até hoje, cinco séculos se passaram e ainda não alcançamos a maturidade para lidar com esse precioso recurso natural. “Mesmo com uma população menor que a do estado de São Paulo, o Chile tem um mercado madeireiro dez vezes mais desenvolvido que o nosso”, compara o arquiteto Marcelo Afalo, de São Paulo, defensor do uso sustentável do material. De dez anos para cá, esse cenário vem se transformando: multiplicaram-se pelo país iniciativas que apostam em formas racionais de dispor desse insumo.

FIQUE DE OLHO NA ORIGEM 

Quem compra madeira nativa precisa exigir o documento de origem florestal (DOF), atestado criado pelo ibama que permite rastrear a fonte do material. Só assim se tem a segurança de que a árvore foi cortada em reserva legalizada, com controle sobre cada unidade e o volume total tombado. “Suspeite de produtores que tratam o do DOF como certifcação. Ele é o mínimo exigido por lei”, orienta Cristiano do Valle. Para não correr o risco de contribuir com o processo ilícito de “esquentar a madeira fria”, peça o detalhamento da compra na nota fscal, com nome da espécie, dimensões e volume adquirido. E recuse a oferta de madeira mista, que facilita a descaracterização do produto.

COMO COLABORAR COM A MUDANÇA

Essa mudança de postura, no entanto, exige esforço coletivo. E os primeiros passos ainda são um tanto cambaleantes. “Na Amazônia, já vi madeiras nobres serem reduzidas a carvão só porque suas toras fugiam em valores mínimos do que se considerava o padrão ideal. É possível viabilizar uma forma de extração mais correta que essa”, afirma Enzo.

About The Author

Thiago Itacaramby é jornalista diplomado e especialista em Marketing. Possui experiências profissionais nos setores público e privado. Atua em órgãos não governamentais ligados ao meio ambiente e possui conhecimentos na elaboração de projetos. Estudante de Gestão Ambiental no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).