Ao reunir uma multidão de pessoas nuas, a Pedalada Pelada evidencia a fragilidade dos ciclistas e propõe discussões sobre mobilidade nas grandes cidades. Foto: Flickr

Ao reunir uma multidão de pessoas nuas, a Pedalada Pelada evidencia a fragilidade dos ciclistas e propõe discussões sobre mobilidade nas grandes cidades. Foto: Flickr

Redação Ciclovivo

A edição brasileira do World Naked Bike Ride acontece neste sábado (9) em três capitais brasileiras – São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis. A Pedalada Pelada surgiu para evidenciar a fragilidade dos ciclistas nas grandes cidades e chamar a atenção da sociedade para a importância das bikes.

Ao reunir uma multidão de ciclistas pelados e seminus, a Pedalada Pelada também propõe discussões sobre a cultura do automóvel, alerta sobre os perigos do aquecimento global e estimula as pessoas a fortalecerem a política da bicicleta no espaço urbano.

Esta é a sexta edição do World Naked Bike Ride realizada em São Paulo. A mobilização internacional será realizada pela segunda vez em Florianópolis, e os ciclistas de Porto Alegre vão organizar, oficialmente, a primeira pedalada pelada da capital gaúcha.

Na capital paulista, as pessoas que quiserem tirar a camisa pela causa devem comparecer à Praça do Ciclista, no sábado, a partir das 18h. A mobilização terá início apenas às 20h, mas é durante a concentração que serão realizadas as pinturas corporais de protesto nas pessoas e quando são fornecidas as principais informações aos participantes. Além disso, a equipe do World Naked Bike Ride disponibilizou um guia online de orientação aos ciclistas que vão pedalar nus nas cidades brasileiras.

Ao reunir uma multidão de pessoas nuas, a Pedalada Pelada evidencia a fragilidade dos ciclistas e propõe discussões sobre mobilidade nas grandes cidades. Foto: Flickr

Ao reunir uma multidão de pessoas nuas, a Pedalada Pelada evidencia a fragilidade dos ciclistas e propõe discussões sobre mobilidade nas grandes cidades. Foto: Flickr

Embora a manifestação não agrade ao poder militar instaurado nas grandes cidades brasileiras, os integrantes do movimento afirmam que a polícia não costuma abordar os participantes das pedaladas. “Normalmente, os policiais não gostam de serem vistos no telejornal da noite tentando prender mais de cem ciclistas pelados”, diz o guia elaborado pela equipe, que também produziu um tutorial jurídico para quem vai tirar a roupa na pedalada.

E não é porque você não vai ficar pelado, que não pode participar da manifestação. Com o lema “Bare as you dare” (em inglês, “tão nu quanto você ousar”), a pedalada aceita pessoas seminuas e até vestidas – muitos ciclistas usam fantasias, máscaras e outros adereços. A bicicleta também pode ficar mais chamativa com lanternas, bike glows, placas e bandeiras.