O animal foi o maior morto já registrado nos últimos 30 anos. | Foto: The Telegraph

O animal foi o maior morto já registrado nos últimos 30 anos. | Foto: The Telegraph

O elefante foi assassinado no Zimbábue por um caçador alemão que gastou 60 mil dólares para dar um tiro fatal.

Redação Ciclo Vivo

Os caçadores não cansam de impressionar o mundo e para o mal. Nesta semana um elefante foi assassinado no Zimbábue por um caçador alemão que gastou 60 mil dólares para dar um tiro fatal. O animal foi o maior morto já registrado nos últimos 30 anos.

A caça foi realizada no Parque Nacional de Gonarezhou, após uma viagem de 21 dias organizada por uma agência especializada. Os visitantes passaram três semanas atrás de grandes animais, como leopardos, leões, búfalos, rinocerontes e elefantes.

O caçador alemão não teve o nome divulgado, mas a imagem dele ao lado do elefante foi divulgada nas redes sociais e em fóruns de caça. Em entrevista à imprensa internacional, um fotógrafo que lidera expedições pela África lamentou o ocorrido e lembrou que um elefante deste porte seria muito mais rentável vivo, atraindo turistas, do que morto.

Uma das principais justificativas para que esse tipo de caça seja mantida na África é o retorno financeiro que a atividade proporciona. As empresas que organizam as viagens de caça cobram até US$ 100 mil de cada caçador e eles garantem que 70% desse valor é revertido às comunidades locais.

No entanto, nos últimos anos diversas espécies têm sido dizimadas. No caso dos elefantes, em apenas 10 anos a quantidade de exemplares registrados caiu 62% no continente africano e eles podem estar extintos já na próxima década.