O telescópio irá procurar por raios gama que indicariam a existência de um "Universo não-termal".[Imagem: CTA]

O telescópio irá procurar por raios gama que indicariam a existência de um “Universo não-termal”.[Imagem: CTA]

Redação Inovação Tecnologica

Telescópios Cherenkov

O Brasil faz parte do consórcio de quase 30 países envolvidos no desenvolvimento do observatório CTA (Cherenkov Telescope Array). O país manifestou seu interesse aos demais membros do consórcio em sediar o centro de operações internacionais do projeto.

Previsto para começar a funcionar em 2020, como o maior observatório de astrofísica de altas energias e de partículas do mundo, o CTA terá seus instrumentos instalados no Chile, onde uma rede de cerca de 100 telescópios estará espalhada por uma área de 10 quilômetros quadrados.

Atração científica e tecnológica

Abrigar a sede de um experimento deste porte, que envolve o gerenciamento de atividades de pesquisa internacionais, além de estratégia para consolidar e ampliar o papel do Brasil como catalisador e articulador científico na América Latina, é uma ação de grande impacto científico.

O observatório deverá atrair centenas de cientistas de todo o mundo e com grande potencial para formação de recursos humanos e inovação tecnológica para o Brasil.

Às vésperas do início de sua construção, o CTA está abrindo chamadas para o processo de licitação para construção da infraestrutura do observatório no Chile, que pode ser respondida por empresas de quaisquer dos países membros.

Atualmente, o CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) já participa do CTA, contribuindo com a construção do sistema de interface optomecânica dos telescópios de grande porte da rede.

A escolha da sede operativa do observatório deverá ser conhecida até o final deste ano.