Desmatamento na fronteira do Parque Indígena do Xingu-MT. Foto: André Villas-Boas (ISA)

Desmatamento na fronteira do Parque Indígena do Xingu-MT. Foto: André Villas-Boas (ISA)

Redação Inovação Tecnologica

Radar em órbita

O trabalho de detecção do desmatamento na Amazônia vai ficar mais eficiente em breve com o uso de um radar orbital capaz de monitorar a região mesmo quando o tempo está encoberto por nuvens.

Com a nova tecnologia, a área vigiada será mais de três vezes maior do que a atual, equivalente a 950 mil quilômetros quadrados (km), e a frequência de coleta das informações será diária. Pelo sistema atual, 280 mil km são monitorados a cada 15 dias.

O contrato para a compra de imagens de radares a bordo de satélites artificiais foi firmado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipan) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

A medida faz parte do projeto Amazônia SAR, do Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente, ligado ao Ministério da Defesa.

O investimento no projeto será de R$ 80,5 milhões, para a contratação de um radar orbital de fornecedores internacionais.

Atravessando as nuvens

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, explicou que a tecnologia usada atualmente não é eficiente em condições climáticas adversas, pois os radares de imagem óptica não conseguem atravessar as nuvens, aumentando a ação de criminosos durante o período que vai de outubro a abril, época de chuvas na região.

Quando o tempo está nublado, o monitoramento é feito por aviões da Força Aérea Brasileira equipados com radares que sobrevoam a região, mas o custo da operação é alto e a área vigiada é limitada.

“Hoje, o custo relativo de operação do radar aerotransportado vai de R$ 5 milhões a R$ 8 milhões em imagens. Com as informações do satélite-radar, o valor vai cair para R$ 270 mil”, estima o Ministro.

Radar-Orbital-Ministrio-da-Defesa---Infogrfico