Arpa é modelo de excelência

Programa voltado à conservação da Amazônia brasileira recebe prêmio nos EUA e tem recursos assegurados até o ano de 2050

LUCIENE DE ASSIS

O programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) está com seu funcionamento assegurado até o ano de 2050. A garantia partiu do próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA) e das entidades participantes do Arpa, como a WWF-Brasil, o Banco Mundial e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), entre outras. O Arpa também acaba de conquistar, em Washington, nos Estados Unidos, o prêmio de Excelência na Área Ambiental como Modelo de Investimento do Fundo Global para o Desenvolvimento (GEF, na sigla em inglês). O prêmio foi concedido pela Secretaria do Tesouro Americano e divulgado durante a reunião “Arpa para a vida” (Arpa for Life), realizada em dezembro na capital americana.

As boas notícias para o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA), Roberto Cavalcanti, “representam um reconhecimento extraordinário ao desempenho alcançado pelo Programa, que é financiado inclusive com o apoio do GEF e do governo americano”. A iniciativa “Arpa for Life” foi lançada em 17 de outubro, durante a 11ª Conferencia das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, a COP-11, realizada na cidade de Hyderabad, Índia.

De acordo com a secretária-geral do Funbio, Rosa Lemos de Sá, o “Arpa for Life” é um esforço único de captação para complementar os recursos do programa Arpa, de forma a garantir o alcance de metas e sua perpetuidade. Ela ressalta que a preocupação das instituições que apoiam o Arpa é colocar a sustentabilidade financeira do programa como prioridade, em função dos desafios que ainda tem pela frente para alcançar suas metas e para ampliar seus benefícios sociais, de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

USO SUSTENTÁVEL

Dedicado à proteção da Amazônia, o Arpa engloba a Bacia do Rio Amazonas. O programa foi projetado para consolidar a gestão de 60 milhões de hectares em áreas protegidas de toda a Amazônia brasileira. O objetivo é garantir a proteção de 10% dessa região e promover o uso sustentável de seus recursos. “Esse bioma abriga um mosaico único de ecossistemas terrestres e aquáticos de riqueza biológica inigualável e de importância vital para os 30 milhões de habitantes e para a saúde de todo o planeta”, destaca Roberto Cavalcanti.

Durante a COP-11, na Índia, o secretário-geral da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, Bráulio Dias, ex-secretário da SBF/MMA, reconheceu o Arpa como uma das principais iniciativas de conservação bem sucedidas no mundo. Na ocasião, a ministra adiantou que o governo brasileiro tem a ambição de ampliar os êxitos do Arpa para os países que integram o bioma, trabalhando neste sentido em colaboração com os outros governos a partir deste ano de 2013.

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