O togolês Kodjo Gnikou aproveitou computadores jogados no lixo para montar a impressora 3D.  Foto :Divulgação/Ulule

O togolês Kodjo Gnikou aproveitou computadores jogados no lixo para montar a impressora 3D.
Foto :Divulgação/Ulule

Por Gabriel Felix/CicloVivo

Computadores velhos, acessórios e dispositivos eletrônicos usados se transformaram em matéria prima nas mãos do pesquisador Kodjo Afate Gnikou, do Togo, que montou a primeira impressora 3D com baixo custo, fabricada com resíduos eletrônicos. O objetivo é comercializar o equipamento em larga escala, dando um destino viável ao preocupante volume de lixo deste tipo, que é muito comum nos aterros em várias partes do mundo.

Uma das missões que a impressora fabricada com resíduos vem cumprir é reduzir os impactos socioambientais da obsolescência programada, que sempre foi uma tendência da indústria de tecnologia. O cientista togolês trabalha num centro de tecnologia e conta com o apoio dos franceses da FacLab-France, importante empresa de inovação que vem desenvolvendo um projeto para levar máquinas de material reciclado em missões espaciais a Marte.

Os planos de comercialização da impressora 3D estão a todo vapor – de acordo com o InHabitat, o equipamento deverá custar 100 dólares, algo em torno de 218 reais – preço mais do que acessível para as impressoras 3D, que, além de serem raramente encontradas, também são vendidas a preços exorbitantes. Com a invenção, Gnikou pretende disponibilizar a tecnologia à população carente e dar oportunidade de os países africanos participarem efetivamente dos avanços científicos.

Os componentes que formam a impressora são recolhidos no lixo jogado em Lomé, capital do país africano com pouco menos de 850 mil habitantes. O cientista togolês informou que poucas peças foram compradas para serem utilizadas na montagem do equipamento. O projeto arrecadou verba além da necessária no Ulule, plataforma europeia de financiamento coletivo.

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